Matéria publicada neste final de semana no portal do Jornal Folha de São Paulo mostra que na usina hidrelétrica de Itaipu, desde que Partido dos Trabalhadores chegou ao poder, mudou o rumo de sua atuação e o investimento em projetos sociais nas cidades vizinhas bancadas pela empresa foi multiplicado por 10. A reportagem diz que em 2003 os gastos “sociais” foram de US$ 8,7 milhões e em 2012 alcançaram o patamar de US$ 80 milhões.
Veja a íntegra da matéria aqui. Segundo o relato, a usina gastou em hospitais, turismo, comunidades indígenas, proteção à criança, incentivos a empresas nascentes, um observatório astronômico e na instalação de universidades. Resultado: a usina colaborou para o registro de um salto do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) dos municípios vizinhos.
Para o Sinergia CUT, a iniciativa é muito bem-vinda especialmente porque a direção de Itaipu mostra a disposição de querer cumprir em todas as etapas as funções sociais de uma usina hidrelétrica controlada pelo Estado.
A indagação, no entanto, remete a uma pergunta: e as empresas de energia elétrica do Estado de São Paulo? Elas cumprem de modo integral o seu papel social? Existe uma preocupação em combater a pobreza nas imediações da região em que está localizada? Na visão do Sinergia CUT, a atitude só mostra que as empresas do setor tem como função primordial gerar energia elétrica. Mas não podem fechar os olhos para as demandas sociais do país.