Sinergia CUT participa de reunião com o provável novo controlador do Rede Energia

Sinergia CUT participa de reunião com o provável novo controlador do Rede Energia
06 novembro 10:30 2013 Débora Piloni, com informações da Secretaria Geral do Sinergia CUT

Energisa afirma que pretende priorizar quadro próprio e primarizar os serviços terceirizados. Reunião aconteceu no último ia 28 de outubro e contou com a participação do FI/FGTS

Juntamente com representantes do Sindirede, o Sinergia CUT e a FNU participaram no dia 28 de outubro, no Rio de Janeiro, de reunião com os diretores do Grupo Energisa, provável novo controlador do Rede Energia. Representantes do FI/FGTS (Fundo de Investimento do FGTS) também estiveram presentes.

Na ocasião, o presidente do Conselho do FI-FGTS e o superintendente da Caixa Econômica Federal (CEF) falaram sobre os investimentos do Fundo no Grupo Rede através dos novos controladores. Eles alertaram para a importância de que esse aporte de recursos venha atrelado a contrapartidas que atendam as demandas dos trabalhadores como o compromisso das empresas em não demitir e precarizar as condições de trabalho. Ou seja, para eles, tais investimentos não podem ser apenas para faturar com a lucratividade do setor, uma vez que a origem do dinheiro do FI é do trabalhador.

Durante a intervenção da bancada dos trabalhadores, os dirigentes sindicais lembraram as ações temerárias praticadas pela gestão do Rede Energia, como a transferência de recursos das empresas para a holding que, diga-se de passagem, nunca retornavam. Foi essa ação que ocasionou a falência do grupo e a consequente intervenção da Aneel, que determinou sua recuperação judicial com a venda, por exemplo, da Celpa para a Equatorial, o que trouxe enormes prejuízos para os trabalhadores da empresa.

Uma outra questão levantada pelos sindicalistas foi a centralização de gestão feita pelo Rede Energia, o que a própria Aneel avalia como negativa. Os dirigentes sindicais solicitaram a manutenção das estruturas das empresas com autonomia e a garantia dos postos de trabalho.

Compromissos
Os diretores da Energisa afirmaram que não trabalham com a perspectiva da terceirização, mas sim da valorização do quadro próprio, inclusive com a intenção de primarizar os serviços terceirizados. A aposta da Energisa é pelo fortalecimento em longo prazo do grupo Rede, pois, segundo a empresa, existe um potencial de crescimento muito grande para o setor.

Na oportunidade os dirigentes da Energisa se comprometeram a não interferir nas negociações em andamento dos acordos entre os sindicatos e os interventores do Grupo Rede na Enersul e na Cemat.

A bancada dos trabalhadores considerou essa primeira reunião positiva, pois as entidades puderam reafirmar suas bandeiras de luta contra as demissões e as terceirizações, alertando para a organização dos trabalhadores, que estão prontos para lutar pelos seus direitos.

Adicional de Periculosidade

O Sinergia CUT vem lutando há vários anos para que o Grupo Rede Energia efetue o pagamento correto do adicional de periculosidade em suas empresas. Esta batalha culminou em ações judiciais, sendo deferido a favor dos trabalhadores nas empresas: EEB (Empresa Elétrica Bragantina), CNEE (Companhia Nacional de Energia Elétrica) e Caiuá. Nas duas últimas, o processo se encontra transitado e julgado, em fase de cálculo nas varas do trabalho de Catanduva e Presidente Prudente.

Durante os últimos dois anos, em vários momentos, Sindicato e empresas buscaram realizar um acordo que fosse estendido a todos os trabalhadores. O SindPrudente iniciou um processo de negociação em face que a Caiuá estava em adiantado processo para os cálculos, o que permitiu o acordo entre as partes e automaticamente as demais empresas do grupo passaram a efetuar o pagamento conforme as reivindicações do Sinergia CUT. O Sindicato lembra que em dezembro de 2012, a legislação foi alterada estabelecendo que o pagamento ocorresse somente sobre os salários.

Em tempo… as ações da CNEE e EEB continuam tramitando na justiça, sendo que a primeira está em fase final de cálculos.      

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