Trabalhadores fazem mobilização nos portões da sede empresa, em Campinas. Pelo fim da discriminação, pela volta do fretado! Pelos trabalhadores e pela preservação do meio ambiente que a empresa tanto diz prezar!
Indignação e esperança. Mesmo parecendo contraditórios, esses são os sentimentos que tomaram conta dos trabalhadores da sede da CPFL, em Campinas, desde que foi anunciada pela empresa a suspensão por tempo indeterminado de novas liberações para utilização do transporte fretado.
Ao primeiro impacto, a notícia gerou grande repulsa. Mas logo veio a reação: união e luta para a volta do direito ao fretado para todos. Um abaixo assinado está sendo coletado desde a semana passada e será entregue à direção da empresa. No texto, elaborado pelos próprios trabalhadores, estão os principais argumentos para que a holding mude de postura e restabeleça o direito que é uma conquista histórica da categoria energética na sede da CPFL!
Na manhã desta terça (15), dirigentes do Sinergia CUT e os trabalhadores da sede da empresa realizaram uma mobilização, com faixas e distribuição de boletim, além da coleta de assinaturas para o abaixo-assinado.
Teoria X Prática Por que há contradições entre a prática e a teoria da CPFL? A empresa diz não ter intenção de acabar com o fretado. Porém, como explicar, então, a política implantada nos últimos meses?
O fato é que no portal de serviços consta a informação de que o benefício está em revisão, não sendo permitidas novas solicitações e, aqueles que o fizeram anteriormente permanecerão em uma lista de espera e deverão aguardar.
Mas, os patrulheiros e estagiários já estão impedidos de usar o fretado, o que certamente ocasionou uma grande queda na utilização e todas as linhas estão com vagas sobrando. Se os ônibus estão circulando, cumprindo horários e itinerários, qual explicação para não contemplar aqueles que são elegíveis e precisam deste transporte? Os trabalhadores que estão se sacrificando para chegar ao trabalho e sabem que o fretado tem vagas disponíveis, não aceitam mais esperar.
Para a direção do Sinergia CUT e para todos os trabalhadores, fica muito clara a discriminação praticada pela empresa quando exclui alguns trabalhadores de um benefício conquistado há tantos anos e que deveria atender a todos.
As certificações, os 8 Pilares, o Meio Ambiente e a Manutenção do Fretado. Tudo a ver!
A CPFL, que tanto zela pelas suas certificações – entre elas a SA 8000, ISO 14001, ISO 9001 e OHSAS 18001 -, vem ferindo-as com tal atitude, já que serão mais de 300 trabalhadores obrigados a se deslocar de transporte coletivo ou carro próprio. E isso trará, sem dúvida alguma, mais poluição, risco de acidente de trajeto, desgaste, entre outros péssimos fatores, como a dificuldade de estacionamento próximo à sede que atualmente, já não atende as necessidades existentes.
Mais: na Intranet, no portal Qualidade de Vida, há 08 pilares. Um deles é o “Ambiental”, que diz:
“Cuidar do ambiente em que vivemos é fundamental. A preocupação com os recursos naturais – água, ar, solo – e com a vida que brota desses recursos diz respeito a governos, empresas, órgãos de defesa e, principalmente, a cada um de nós. Tudo que prejudica a natureza reflete diretamente nas pessoas e em sua qualidade de vida. E uma coisa é certa: ninguém escapa das consequências”.
Ou seja, o que se diz não é exatamente o que vem sendo praticado, não é mesmo CPFL? Vamos mudar de postura, então? Está em tempo. Os trabalhadores querem a volta do fretado para todos!