Sinergia CUT divulga Carta Aberta para denunciar os desmandos da AES Tietê e informar sobre as providências que serão tomadas em defesa dos direitos e da vida dos trabalhadores
Essa palavra define bem as barbaridades cometidas pela gestão da AES Tietê nos últimos meses e, em especial, nos últimos dias. A forma desrespeitosa e até desumana que algumas situações vêm ocorrendo dão o tom da (des)valorização que essa empresa oferece aos seus trabalhadores. A irresponsabilidade da atual gestão chegou a um patamar insustentável: demissão de trabalhadores que têm estabilidade, como é o caso do representante sindical de Euclides da Cunha e do cipeiro de Barra Bonita. O que esperar de uma gestão que muda o processo de trabalho sem, ao menos, negociar ou informar a entidade sindical que representa os trabalhadores dessa geradora? O que esperar de uma gestão que precariza as condições de trabalho e coage o seu pessoal? Absurdos cometidos em nome do lucro sobre lucro.
A farsa A empresa que passou grande parte do seu tempo falando em “Saúde e Segurança”, até mesmo punindo trabalhadores em nome desse lema, fez cair a máscara, confirmando o que o Sindicato vem denunciando há muito tempo.
As irregularidades que precarizam e colocam em risco a vida, foram confirmadas pelas diversas fiscalizações ocorridas nas usinas. E nem isso sensibilizou os gestores ou fez alterar a postura da AES Tietê. Pelo contrário. Aguçou ainda mais a ira da empresa que acabou por determinar que os trabalhadores (operadores) operem as usinas isoladamente, em total descumprimento da legislação vigente… . A farsa, então, cai por terra.
O desrespeito à relação capital x trabalho Todos esses fatos ocorreram há menos de dois meses da última rodada de negociação da Campanha Salarial 2013, que gerou um Acordo Coletivo de Trabalho que ainda não foi assinado.
Para esperar 2015, “eles” estão apostando novamente na política de terra arrasada, em que os trabalhadores são apenas um número de crachá. Ou seja, são objetos nas mãos de homens gananciosos por excelentes resultados financeiros.
A falta de treinamento, o péssimo clima organizacional agravado ainda mais pelas últimas medidas da atual gestão da AES Tietê, pode levantar a seguinte pergunta:
Será que “eles” sabem que nessa empresa trabalham homens e mulheres, pais e mães de família, que prestam serviço público essencial à população? Não, o fato é que não levam isso em consideração, deixando ainda mais claro a falta de respeito para com o ser humano, para com o semelhante, para com a vida.
O alto nível de adoecimento entre os trabalhadores – inúmeras vezes denunciado pelo Sindicato -, reflete o que estamos vivendo nesse período de temeridade de gestão.
Para onde vai essa empresa? Não se sabe. Os trabalhadores estão sendo tratados como gado…
“ (…) gado a gente marca, tange, ferra, engorda e mata. Mas com gente é diferente (…)”. (Música “Disparada”, de Geraldo Vandré e Théo de Barros)
A verdade. O sonho O Sindicato é solidário aos trabalhadores e trabalhadoras da AES Tietê e não irá arredar o pé do princípio de defesa intransigente dos direitos e das condições de trabalho da companheirada.
Além de realizar denúncias nos diversos órgãos competentes (BNDES, Alesp, MPT, GRT…), o Sinergia CUT irá propor ação judicial contra o descumprimento do ACT e da legislação. Além disso, entrará com ação contra a terceirização que assola todos os trabalhadores e trabalhadoras, com retirada de direitos e precarização do trabalho.
Todos juntos, vamos lutar com esperança e fazer ressuscitar os nossos sonhos!