Empresas querem lançar “saco de maldades” contra os trabalhadores (as) e a Fundação CESP

Empresas querem lançar “saco de maldades” contra os trabalhadores (as) e a Fundação CESP
11 setembro 13:07 2013 Elias Aredes Junior

Os atuais Planos Previdenciários,  patrocinados pela Fundação CESP,  antes de serem um benefício, foram uma conquista dos trabalhadores do setor energético paulista. Para garantir que esse direito fosse materializado e a Previdência Complementar pudesse cumprir seu papel de  uma aposentadoria tranquila. Os sindicatos, associações e as entidades representativas dos trabalhadores tiveram um papel decisivo no processo de privatização do setor elétrico, no final da década de 90.

Por intermédio de mobilizações e ações políticas empreendidas pelos sindicatos junto a Assembleia Legislativa,  ao governo do Estado  e as direções das empresas, os sindicatos conseguiram a duras penas,  consagrar esse direito nos editais de Venda das Empresas a serem privatizadas.

Desde então  temos os atuais Planos de Previdência Complementar, administrados pela Fundação CESP, e tal modalidade está presente em todas as empresas que foram cindidas no processo de privatização.

Para administrar o patrimônio constituído de 23 bilhões de reais , temos as seguintes instâncias; Comitês Gestores de Investimento e Previdência, por Plano Previdenciário, o  Conselho Deliberativo, o Conselho Fiscal e a Assembléia Geral da Fundação CESP.

Os  Conselheiros e Comitentes, representantes dos participantes da ativa e assistidos, receberam com apreensão uma convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária pela Fundação CESP. A pauta não poderia ser mais perversa: para deliberar sobre o fechamento dos Planos Previdenciários da AES Tietê e AES Eletropaulo para adesão de novos participantes.

Detalhe: a proposta não está sendo discutida no Comitê Gestor  ou pelo Conselho Deliberativo. Já aconteceu uma convocação direta de Assembleia Extraordinária. Tudo isso sem debate e sem discussão das consequências de tal decisão, para a poupança previdenciária dos trabalhadores e do futuro da Fundação CESP.

Se a decisão da AGE,  for de realmente fechar os atuais Planos Previdenciários, AES Tiete e AES Eletropaulo, isso irá significar na prática a morte lenta e gradual destes planos e lançar uma nuvem de incertezas nos demais, além de não garantir nada para os novos trabalhadores que venham  entrar na empresa.

O que está em jogo com essa decisão é o futuro da Previdencia Complementar dos trabalhadores da AES Eletropáulo, AES  Tietê, CPFL, Elektro, CESP, Duke Energy, EMAE, CTEEP. Sim, porque na ânsia de reduzir custos, as patrocinadoras não medem esforços , para reduzir direitos e precarizar a aposentadoria dos trabalhadores.

Para o Sinergia/CUT,  é imprescindível que não se feche os Planos e que sim, sejam fortalecidos e ampliados. Nesse sentido, além de mobilizar os trabalhadores para resistirem contra essa tentativa dos gestores da AES Brasil, buscaremos articular ações políticas e jurídicas para barrar essa pretensão. Estamos de olho!!!

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