Assembleias decidem aceitar proposta apresentada durante audiência na GRT. Novo Acordo Coletivo já está valendo até 2015
Reunidos em assembleias realizadas pelo Sinergia CUT em toda a base nas últimas quarta e quinta (07 e 08), os trabalhadores da CTEEP decidiram aprovar a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentada pela GRT (Gerência Regional do Trabalho) durante a audiência ocorrida na terça (06), em Campinas.
Com esse resultado, os trabalhadores descartaram os riscos de um dissídio, o que poderia trazer mais prejuízos, acatando a orientação do Sindicato de aprovar a proposta e dar continuidade à luta para avançar na conquista de melhores salários e valor de PLR no ano que vem.
Vale lembrar que, na avaliação do Sinergia CUT, apesar de a proposta da GRT não atender às reivindicações da categoria na parte econômica – já que não sofreu alteração no reajuste e no valor fixo da PLR com relação à proposta anterior aprovada por outras entidades sindicais – uma questão da nova proposta traz conforto aos trabalhadores que recebem o adicional de periculosidade: esse benefício tem garantia ad eternum.
Para o Sindicato, essa nova condição modifica a proposta como um todo, pois são 30% de um adicional que reflete em toda a remuneração. Além disso, fica mantido no final da vigência do atual Acordo a verba de 2% do plano de cargos e salários. “Tudo isso faz a diferença na proposta já aprovada pelas outras entidades”, afirma a direção do Sinergia CUT.
Acordo já está assinado
Imediatamente após a aprovação das assembleias, o Sinergia CUT informou à direção da CTEEP e à Secretaria da Fazenda, através de carta, sobre o resultado positivo e solicitou a assinatura do novo ACT com urgência para garantir o pagamento com reajuste aos trabalhadores e aos aposentados complementados da 4819.
A reunião para assinatura do Acordo, que tem validade até 2015, aconteceu já na tarde desta quinta-feira (08) e contou com a presença do presidente da CUT Estadual São Paulo, Adi dos Santos Lima, junto com os dirigentes do Sindicato, Gentil Freitas e Edmar Feliciano. Assim, ficam garantidos os 45% do retroativo a 1º de junho no pagamento quinzenal.
Taxa negocial
As assembleias aprovaram também a taxa negocial de 6,5% para os trabalhadores não sindicalizados. O prazo para entrega de carta de oposição à cobrança vai até o próximo dia 17. As cartas devem ser protocoladas na sede ou nas macrorregiões do Sinergia CUT, das 9h às 12h e das 14h às 17h.