Trabalhadores participam de assembleias nesta segunda (29) e terça (30) para aprovar plano de luta com greve a partir do dia 05
Os trabalhadores da CTEEP participarão na segunda (29) e terça (30) de assembleias deliberativas para aprovação de um plano de luta com indicação de greve a partir do dia 05 de agosto. Tudo porque a empresa se negou a reabrir as negociações da Campanha Salarial 2013 depois que a sua proposta foi rejeitada pela categoria em assembleias realizadas no último dia 22.
Em resposta à carta encaminhada pelo Sindicato informando o resultado das assembleias e solicitando nova reunião para tentativa de Acordo, a transmissora informou que se vê impossibilitada de atender a reivindicação do Sinergia CUT. A justificativa dada para isso é que a mesma proposta rejeitada pelos trabalhadores da base do Sinergia CUT, teria sido aprovada por outros entidades sindicais. “A CTEEP sente-se impossibilitada de atender a reivindicação dessa entidade Sindical no sentido de não provocar a quebra de uniformidade e isonomia de tratamento aos empregados”, informa o comunicado da empresa.
“Já solicitamos a realização de uma Mesa Redonda na GRT, mas paralelamente, é de extrema importância que os trabalhadores participem das assembleias e decidam pela implementação do plano de luta”, afirma a direção do Sindicato.
Vale lembrar que a proposta da CTEEP que foi rejeitada prevê, entre outros itens, reajuste de 6,5% nos salários, porém, esse percentual inclui 1% da verba de Planejamento de Pessoal. Ou seja, na verdade essa reposição é de aproximados 5,5%, o que não repõe a inflação do período e muito menos prevê aumento real.
Porém, para a direção da empresa, a proposta apresentada “contemplou o anseio da grande maioria dos seus colaboradores…” .
A história comprova: vale a pena lutar! Com tudo isso, o Sinergia CUT reafirma: é primordial que a categoria esteja mobilizada, para que se possa conquistar um índice acima do concedido na mesa e que foi aprovado pelos sindicatos ‘apressadinhos’.
Situação semelhante aconteceu em 2009, quando o Sindicato não assinou o Acordo Coletivo para não colocar 50 companheiros em disponibilidade, já que a empresa queria – e os demais sindicatos concederam – “permissão para demitir”. O Sinergia CUT estava certo e a empresa teve que retroagir.
Então… à luta!