Diante da demonstração de união e da mobilização dos trabalhadores em toda a base do Sindicato, empresa recua e apresenta proposta. Agora, a decisão é dos trabalhadores!
Depois de sofrer grande pressão por parte dos trabalhadores nas assembleias e mobilizações dos últimos dias 10, 17 e estado de greve desde a última segunda (24), e de ser pressionada também pelas convincentes argumentações feitas pelos dirigentes do Sinergia CUT na mesa de negociação, a direção da Cesp, enfim, apresentou uma proposta. A terceira rodada aconteceu na quarta-feira (26).
Não há dúvida de que essa mudança de posicionamento foi devido à demonstração de luta da categoria. No dia 10 de junho a companheirada participou de uma mobilização atrasando a entrada em duas horas. Já no dia 17, os trabalhadores de todo interior de SP participaram do protesto de 24 horas para pressionar avanços na mesa de negociação.
O Sinergia CUT, então, entrou em contato direto com o presidente da Cesp cobrando novamente uma resposta para as reivindicações apresentadas na mesa de negociação.
Sem a resposta, novas assembleias foram realizadas no dia 20 ratificando a continuidade do plano de lutas, com greve por tempo indeterminado a partir do dia 24. O Sinergia CUT, então, enviou carta à empresa e notificou à população sobre a implementação da greve.
Ocorreu que, percebendo a força da união e a disposição de luta dos trabalhadores da Cesp, na sexta-feira (21), a empresa procurou o Sindicato e propôs uma rodada de negociação nesta quarta (26). Provando que a categoria prioriza a mesa de negociação para se chegar a um acordo, os trabalhadores aprovaram em assembleias transformar a greve em “estado de greve” aguardando o resultado da rodada.
O caminho percorrido Vale ressaltar que o governo do Estado traçou uma política nos acordos coletivos de 2013 com as empresas estatais, como Metro e Sabesp, caracterizada por um aumento real de 2,5% frente à Fipe para os salários e ampliação dos benefícios, com clara intenção de fechar rapidamente o ACT. Porém, isso não havia se repetido com a Cesp.
Desde antes do início efetivo da Campanha Salarial dos trabalhadores da Cesp, o Sinergia CUT antevia que os negociadores da empresa utilizariam das recentes mudanças na regulamentação do setor para rebaixar o Acordo dos trabalhadores.
“Não estávamos errados, a Cesp tentou utilizar a ‘ausência’ de regulamentação (palavras dela) e da não renovação das Concessões de Três Irmãos, Jupiá e Ilha Solteira, para deixar os trabalhadores no limbo, não atendendo suas reivindicações”, lembrou a direção do Sindicato. Mas, nas reuniões ocorridas, o Sinergia CUT contrapôs com fatos jogando o argumento da geradora por terra.
Agora, diante da proposta apresentada, o Sindicato avalia que as reivindicações foram atendidas e vai encaminhá-la para aprovação dos trabalhadores nas assembleias. Trabalho decente é com a gente!
A PROPOSTA