Presidente da Cesp reafirma que não vai renovar concessões de três hidrelétricas

Presidente da Cesp reafirma que não vai renovar concessões de três hidrelétricas
26 junho 09:20 2013 Débora Piloni, com informações da Imprensa do PT Alesp

Gentil de Freitas, presidente da Ftiuesp e dirigente do Sinergia CUT, faz intervenção na audiência pública na Alesp

A Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Alencar Santana Braga, discutiu terça-feira (25) com o presidente da Cesp, Mauro Arce, a decisão da empresa de não renovar as concessões de três hidrelétricas (Ilha Solteira, Jupiá e Três Irmãos), de acordo com os termos da Medida Provisória nº 579, que se converteu na Lei 12.783/2013. Tal decisão tem impacto direto sobre a proposta do governo federal de reduzir as tarifas de energia elétrica.

Questionado pelo deputado Geraldo Cruz sobre os motivos que levaram a Cesp a tomar tal decisão, uma vez que a empresa dá lucro, Arce afirmou que já havia vendido energia a outro valor. “O Estado vai tirar dinheiro do bolso para comprar energia?”, declarou o presidente da Cesp.

Gentil de Freitas, funcionário da Cesp, presidente da Ftiuesp e do Sindicato dos Eletricitários de Campinas/Stieec, disse na audiência que a medida adotada pelo governo federal tem o claro propósito de tornar a indústria mais competitiva e que São Paulo é o “celeiro” das nossas indústrias. “A Cesp pensou mais nos acionistas da empresa do que na população”, afirmou Gentil.

Em sua intervenção, o presidente da Ftiuesp lembrou que o projeto se tornou em uma das principais bandeiras do governo federal, num momento em que a crise econômica internacional se agrava. Para atingir os objetivos o governo propôs a renovação antecipada da concessão de um conjunto de Usinas de geração de energia elétrica, cujas concessões venceriam, em sua maioria, a partir de 2015.

Com a negativa de renovação das concessões da Cesp, Cemig e Copel,  controladas, respectivamente, pelos governos de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, o governo ficou com uma quantidade menor de energia para baratear. Com isso, o desconto médio na conta de luz, previsto inicialmente em 20,2%, cairia para cerca de 16,7%.Para manter o desconto prometido pela presidente – e até elevá-lo –, o governo precisou compensar, com recursos do Tesouro, a ausência das três empresas.

Ainda na audiência do dia 25, o deputado Alencar Santana Braga também falou sobre a política de desoneração adotada pelo governo federal, tanto para a energia quanto para o transporte, como forma de aquecer a economia, e questionou Arce sobre a possibilidade de o Estado seguir essa política de desoneração. O presidente da Cesp se limitou a dizer: “Pode se isentar tudo e partir para o modelo socialista”.

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