Já na segunda rodada, transmissora não apresenta índice de reajuste e insiste em proposta indecente. Sindicato rebate impactos financeiros negativos e apresenta contraproposta
A segunda rodada de negociação entre Sinergia CUT e CTEEP aconteceu nesta terça (04), na Subestação de Bom Jardim. Assim como fez na primeira reunião, a empresa voltou à mesa com o “saco de maldades”: persistiu com a proposta anterior, que já havia sido rejeitada pelo Sindicato.
Com o objetivo de avançar no processo negocial, as entidades sindicais propuseram, então, levar os pontos da pauta da empresa para a Cláusula 42ª, para que tais itens sejam discutidos ao longo da vigência do novo ACT. A exceção seria a PLR, que deverá ser discutida durante a CS.Quanto a essa sugestão dos sindicatos, a CTEEP não se manifestou, calando-se.
Nessa negociação, dentre as várias reivindicações dos trabalhadores, o Sindicato destacou a PLR adicional devido à renovação do contrato de concessão. E, referente aos três bilhões recebidos pela CTEEP por conta dos ativos não amortizados, o Sinergia CUT reivindicou a distribuição de 10% desse valor. Mais: o Sindicato solicitou também um crédido no valor total do VA/VR por ocasião do aniversário de cada trabalhador.
Intenção da CTEEP é redução de direitos A primeira rodada de negociação aconteceu no último dia 28, quando a empresa repetiu a “choradeira” dos impactos negativos decorrentes da medida provisória 579 – atual Lei 12.783 – e apontando para a necessidade de a transmissora readequar suas finanças ao novo cenário que reduziu as tarifas aos consumidores.
O Sinergia CUT novamente rebateu os argumentos da transmissora e destacou que “o setor elétrico brasileiro ganhou muito dinheiro nos últimos anos, pois é o oitavo setor mais rentável do país.Sem falar de vários resultados que constam do balanço de 2012, demonstrando que a empresa obteve alto lucro, tem rentabilidade elevada, o que permitiu grandes somas de dinheiro para distribuição aos acionistas”.
A empresa apresentou uma proposta que deixa clara a intenção de redução de vários benefícios já conquistados e garantidos no atual ACT, incluindo PLR e pagamento do adicionalde periculosidade. Essa proposta foi rejeitada.
União e mobilização Tanto a primeira quanto a segunda rodada entre o Sinergia CUT e a CTEEP demonstraram as dificuldades que certamente virão na Campanha Salarial 2013. ”Embora a empresa tenha tido altos lucros e grande rentabilidade em 2012, deixou claro que não quer atender às reivindicações dos trabalhadores. Ou seja, aos acionistas, tudo. Aos trabalhadores, nada.”, alerta a direção do Sindicato.
Exatamente por isso, o Sinergia CUT conclama os trabalhadores a manterem-se motivados e mobilizados, com objetivo claro de vitória nessa batalha que só está começando.
A próxima reunião de negociação está marcada para o dia 19, às 10h. Confira os principais itens da proposta reducionista da CTEEP: