Sindicato rebate impactos financeiros negativos e faz assembleias com trabalhadores para esclarecer proposta
A primeira rodada de negociação entre Sinergia CUT e CTEEP também aconteceu nesta terça-feira(28), na Subestação Bom Jardim, em São Paulo. Os representantes da empresa abriram a reunião informando que a data base em 1º de junho está garantida para, em seguida repetir a “choradeira” dos impactos negativos decorrentes da medida provisória 579 – atual Lei 12.783 – e apontando para a necessidade de a transmissora readequar suas finanças ao novo cenário que reduziu as tarifas aos consumidores.
Em seguida, a empresa passou a palavra aos sindicatos presentes para suas considerações. O Sinergia CUT novamente rebateu os argumentos da empresa e destacou que “o setor elétrico brasileiro ganhou muito dinheiro nos últimos anos, pois é o oitavo setor mais rentável do país.Sem falar de vários resultados que constam do balanço de 2012, demonstrando que a empresa obteve alto lucro, tem rentabilidade elevada, o que permitiu grandes somas de dinheiro para distribuição aos acionistas”.
CTEEP quer redução de direitos Depois das considerações das entidades sindicais, um dos negociadores da empresa apresentou uma proposta que, em resumo, deixa clara a intenção de redução de vários benefícios já conquistados e garantidos no atual Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), incluindo PLR e pagamento do adicionalde periculosidade.
Leia a proposta reducionista apresentada pela CTEEP:
– Piso Salarial dos Engenheiros: reajuste pelo índice do Acordo
– Função Acessória: excluir cláusula e pagamento do ACT
– Substituição de Trabalhador: excluir cláusula e pagamento do ACT
– Adicional de Periculosidade: aplicação dos critérios definidos pela Lei 12.740/2012 e NR 16, anexa à portaria nº 3.214/78 (Cálculo sobre o salário nominal)
– Auxílio Vale Refeição: excluir esse benefício para empregados com auxilio doença superior a 3 meses
– Vale Cesta básica: excluir esse benefício para empregados com auxílio doença superior a 3 meses
– Auxilio Previdenciário – complementação: até o 3º mês de afastamento – complementação de 100%; do 4º ao 6º mês de afastamento – complementação de 50%; e a partir do 6º mês de afastamento – sem complementação
– Política de Emprego: flexibilidade de 70 trabalhadores por ano de Acordo Coletivo, com redução do beneficio atual de 10 para 5 remunerações
– Pagamento e compensação de Horas Extras: Técnico de Subestação (pagamento de todas as horas). Pagamento das horas extras realizadas em situações emergenciais
– Horário Flexível: flexibilizar horário de trabalho da sede entre 7h30 e 17h30.
– Liberação de Dirigentes Sindicais: liberação definitiva, quando aprovada, sem adicional de periculosidade e adicional de turno.
– PLR 2013:
Valor Ebitda projetado (Ledger Fiscal) R$ 133,5 mm. 0,7% do Ebitda = R$ 934,5 Indicadores: ENES 4.545 MWh (limite inferior) e 1.515 MWh (limite superior) PV – parcela variável Novos empreendimentos
– PLR 2014: Premissas: Empresa garante a negociação PLR 2014 Mesmos moldes da PLR/2013 Indicadores, pesos e metas serão discutidos a partir e janeiro / 2014
Assembleias informativas O Sinergia CUT sequer considerou a proposta da CTEEP e realiza assembleias informativas em todos os locais de trabalho para esclarecer os trabalhadores das dificuldades que certamente virão.”Embora a empresa tenha tido altos lucros e grande rentabilidade em 2012, deixou claro que não quer atender às reivindicações dos trabalhadores. Ao contrário ainda apresentou uma proposta injusta para retirar direitos já conquistados. Conclusão: aos acionistas, tudo. Aos trabalhadores, nada.”
A próxima reunião de negociação está marcada para terça-feira da semana que vem (04), às 11h, também no Bom Jardim.