CODEC estabelece metas inatingíveis. Levando em consideração os números apurados, a PRR a ser paga aos trabalhadores da CESP corresponderá a 15,8% do valor total de 100% de 1 folha de salário.
O processo de negociações na CESP está indo de mal a pior. A direção da empresa negocia na mesa uma proposta com o Sindicato e essa mesma proposta é barrada pelo governo que, por sua vez, tem a péssima prática de empurrar suas propostas “goela abaixo” do trabalhador.
Pelo Acordo Coletivo, o processo de negociação da PRR 2012 deveria ocorrer em novembro de 2011. No entanto a empresa não teve nenhum interesse em discutir com os sindicatos. E, no dia 18 de abril de 2013, o Sindicato recebeu o Termo Aditivo da PRR 2012 com as metas do CODEC para que o mesmo fosse assinado pela entidade sindical.
Da mesma forma que foi feito em 2011, o Sinergia CUT não assinou o Termo Aditivo de 2012, até porque, as metas estabelecidas pelo CODEC não são factívei. Mais: a empresa não criou as condições necessárias para que os trabalhadores alcançassem o estabelecido, o que é previsto pela Lei 10.101 (que regula da PLR). Se não bastasse o fato de as metas serem inatingíveis, o governo unilateralmente trocou o peso de alguns indicadores.
E os números apurados para os indicadores em 2012, apresentados no Conselho de Administração, os quais foram referendados pela Assembleia Geral de Acionistas, são os seguintes:
Levando em consideração os números apurados, a PRR a ser paga aos trabalhadores da CESP corresponderá a 15,8% do valor total de 100% de 1 folha de salário.
História antiga
Essa mesma situação ocorreu nas negociações da PRR 2011, que foi paga em 2012, pois as entidades sindicais e empresa haviam acordado no final de 2010 metas e indicadores que valeriam para a PRR 2011.
No entanto, apesar da insistência do Sindicato em tentar reunião para conhecer os números apurados, esse encontro não se realizou em tempo hábil e somente aconteceu às vésperas do pagamento do beneficio, quando o Sindicato foi informado que os números acordados não teriam passado no CODEC. Naquela ocasião, foram informadas as metas seriam apuradas para a referida PRR.
O Sinergia CUT foi a única entidade sindical que não concordou com essa posição, não assinando o “Termo de Regulamentação da Politica de Remuneração por Resultados”. O pagamento foi feito mesmo com o Sindicato discordando da posição do governo em determinar os indicadores e metas sem considerar a vontade soberana dos trabalhadores.