PRR CESP: a história se repete com proposta indecente

02 maio 11:50 2013 Débora Piloni, com informações da Secretaria Geral

CODEC estabelece metas inatingíveis. Levando em consideração os números apurados, a PRR a ser paga aos trabalhadores da CESP corresponderá a 15,8% do valor total de 100% de 1 folha de salário.

O processo de negociações na CESP está indo de mal a pior. A direção da empresa negocia na mesa uma proposta com o Sindicato e essa mesma proposta é barrada pelo governo que, por sua vez, tem a péssima prática de empurrar suas propostas “goela abaixo” do trabalhador.

Pelo Acordo Coletivo, o processo de negociação da PRR 2012 deveria ocorrer em novembro de 2011. No entanto a empresa não teve nenhum interesse em discutir com os sindicatos. E, no dia 18 de abril de 2013, o Sindicato recebeu o Termo Aditivo da PRR 2012 com as metas do CODEC para que o mesmo fosse assinado pela entidade sindical.

Da mesma forma que foi feito em 2011, o Sinergia CUT não assinou o Termo Aditivo de 2012, até porque, as metas estabelecidas pelo CODEC não são factívei. Mais: a empresa não criou as condições necessárias para que os trabalhadores alcançassem o estabelecido, o que é previsto pela Lei 10.101 (que regula da PLR). Se não bastasse o fato de as metas serem inatingíveis, o governo unilateralmente trocou o peso de alguns indicadores.

E os números apurados para os indicadores em 2012, apresentados no Conselho de Administração, os quais foram referendados pela Assembleia Geral de Acionistas, são os seguintes:

  • TEIFa – 1,69%
  • Crescimento do lucro operacional – inferior ao de 2012, atingindo 1,99% enquanto o de 2012 foi de 5,84%
  • NPP – atingiu as metas pré estabelecidas
  • Indicador de planejamento estratégico – Meta atingida
  • Taxa de Segurança – o resultado obtido foi de 98,68%, portanto o numero apurado foi 0,8 da meta.

 
Levando em consideração os números apurados, a PRR a ser paga aos trabalhadores da CESP corresponderá a 15,8% do valor total de 100% de 1 folha de salário.

História antiga

Essa mesma situação ocorreu nas negociações da PRR 2011, que foi paga em 2012, pois as entidades sindicais e empresa haviam acordado no final de 2010 metas e indicadores que valeriam para a PRR 2011.

No entanto, apesar da insistência do Sindicato em tentar reunião para conhecer os números apurados, esse encontro não se realizou em tempo hábil e somente aconteceu às vésperas do pagamento do beneficio, quando o Sindicato foi informado que os números acordados não teriam passado no CODEC. Naquela ocasião, foram informadas as metas seriam apuradas para a referida PRR.

O Sinergia CUT foi a única entidade sindical que não concordou com essa posição, não assinando o “Termo de Regulamentação da Politica de Remuneração por Resultados”.  O pagamento foi feito mesmo com o Sindicato discordando da posição do governo em determinar os indicadores e metas sem considerar a vontade soberana dos trabalhadores.

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