CS 2013: Oficina de Planejamento dá o pontapé inicial na luta

CS 2013: Oficina de Planejamento dá o pontapé inicial na luta
20 fevereiro 11:50 2013 Débora Piloni


Dirigentes do Sinergia CUT estão reunidos para discutir e planejar a luta dos trabalhadores do setor energético do estado de SP


Com o objetivo de traçar a estratégia de luta da categoria energética para este ano, a direção do Sinergia CUT está toda reunida em Campinas desde a manhã  desta quarta (20).

A Oficina de Planejamento vai até a tarde de quinta (21). Nesses dois dias, as discussões abordarão temas importantes como a economia do país, database da categoria, o cenário do setor energético, entre outros.

Abrindo a sequência de mesas de debate, o diretor Técnico do Dieese/Escritório Nacional, Clemente Ganz Lúcio, falou sobre os elementos da conjuntura econômica e as perspectivas para 2013.

Ganz relembrou a questão da crise internacional, que entrou no seu 5º ano. “O impacto da crise no Brasil foi maior em 2012 do que em anos anteriores. E, como consequência, o crescimento do país ficou baixo (1%) no ano passado. Porém, nosso desempenho foi melhor que em países ricos”, relativizou.

O técnico do Dieese ainda observou as consequências disso. “Nosso mercado continua forte. Porém, não produzimos para vender lá fora. E os países enxergam isso. Vêem o Brasil como um importante comprador de seus produtos. Na falta de competitividade, os produtos importados são vendidos aqui, retirando recursos e empregos do nosso país”, disse.

Mas há solução, segundo Ganz. Entre as medidas a serem tomadas para que haja o crescimento projetado para este ano (entre 3% e 4%) será necessário que o “Estado Brasileiro invista recursos na infraestrtura e dê jeito na competitividade à indústria”, afirmou.

E, segundo análise do Dieese, o governo federal já vem atuando em várias frentes para tornar a economia nacional mais favorável para o investimento e o crescimento. Entre as medidas estão: redução da taxa de juros e desvalorização do câmbio, aumento do crédito, redução dos custos de produção e políticas de defesa comercial do país.

Database

A questão sobre a possibilidade de alteração da database foi o tema da segunda mesa de discussão. A supervisora técnica do Dieese, Eliana Elias, encabeçou a discussão. “Para uma alteração de database, várias questões devem ser consideradas e, muitas delas passam ao largo das questões econômicas”, afirmou. É preciso avaliar o momento certo.

O setor elétrico brasileiro

Já a terceira mesa de debates da manhã desta quarta-feira trata sobre O Cenário e a Agenda do Setor Elétrico Brasileiro. A exposição e o debate estão sendo conduzidas pela consultora em Energia Maristela Braga e pelo vice-presidente do Sinergia CUT Artur Risso Neto.

Esse é o tempo dedicado às discussões sobre a conjuntura política e os impactos da Lei 12.783/2013 na economia, para as empresas e aos trabalhadores.

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