Governo paulista olhou apenas para o financeiro, ignorando a necessidade da população
Nesta segunda-feira (03), em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) , a maioria dos acionistas da CESP votaram contra a proposta antecipada de renovação das concessões que vencem em 2015. O único voto a favor foi o do presidente do Sindicato dos Eletricitários de Campinas/Sinergia CUT, Gentil Teixeira de Freitas.
No caso da CESP, a concessão de operação da Usina Três Irmãos venceu no ano passado. Na época, o governo federal não se pronunciou em virtude da preparação das Medidas Provisórias que foram aplicadas neste ano. “Como a CESP não prorrogou automaticamente esta concessão, a União pode requerer a qualquer momento. O fato é que o governo federal terá que se posicionar a respeito dessa Usina”, desta Gentil Teixeira de Freitas.
Já as usinas de Ilha Solteira e Jupiá terão concessão vencendo em 2015 e o voto do governo do estado, acionista majoritário, fundamentou-se exclusivamente em cálculos financeiros.
“O governo paulista olhou apenas a questão financeira, quanto ganharia a mais, preferindo ficar com os ativos e fazendo a população pagar a tarifa mais cara. O dinheiro que será arrecadado com as tarifas exorbitantes é muito maior do que o que entrará em caixa com as novas regras até 2015.”, critica o presidente do Sindicato dos Eletricitários de Campinas/Sinergia CUT.
A votação contra a prorrogação foi anunciada equivocadamente pela mesa como unânime. O presidente do Sindicato dos Eletricitários de Campinas/Sinergia CUT interviu e registrou o voto pela renovação das concessões, como acionista minoritário que representa os trabalhadores eletricitários.
O Sinergia CUT questiona: Por qual valor a CESP será vendida em 2015? . A indenização da Usina Três Irmãos gira em torno de R$ 1 bilhão e 7 milhões. Pelo histórico recente, a CTEEP foi vendida em junho de 2006 por R$ 1 bilhão e 200 milhões. Hoje (03), os acionistas da CTEEP aprovaram a renovação, com uma indenização de R$ 3 bilhões e 500 milhões. A CPFL foi vendida em 1997 por R$ 3 bilhões. Como o governador explica a política energética do Estado de São Paulo? Para o Sinergia CUT está claro que a prioridade do governo paulista não tem sido a população e a necessidade de tarifas mais justas.
Em tempo… A assembleia de acionistas da Eletrobras votou pela renovação antecipada das concessões.