Sinergia CUT repudia atitude do presidente em desrespeitar trabalhadores e processo de negociação da Campanha Salarial
Em pleno processo de negociação da Campanha Salarial 2012, o Sinergia CUT e demais sindicatos que assinam acordo com a Elektro expressaram, na última segunda (02) durante a sétima rodada de negociação, repúdio as declarações do presidente da empresa. Segundo denúncias que chegaram ao conhecimento do Sinergia CUT, o presidente teria dito a um grupo de trabalhadores que as mesas de negociação entre Sindicato e empresa ‘seriam uma farsa’ que ‘visa atender apenas interesses pessoais’.
A direção do Sindicato considera a fala do presidente uma ofensa a todos os trabalhadores da Elektro. “Desqualificar os trabalhadores e os seus próprios representantes no processo de negociação é uma atitude inadequada para um presidente”, critica o Sinergia CUT que encaminhou carta à empresa repudiando tal fato. Além disso, o Sindicato encaminhará denúncia ao Comitê de Ética da Elektro para as devidas providências.
O Sinergia CUT também fará contato com a CUT para formalizar uma denúncia oficial à OIT – Organização Internacional do Trabalho, uma vez que a fala do presidente da Elektro compromete as relações sindicais. Transparência e democracia
Presente na base, o Sinergia CUT sempre trouxe aos trabalhadores as informações das rodadas de negociação nas assembleias informativas e deliberativas. Comprometido com a transparência e a democracia, os trabalhadores recentemente deliberaram plano de luta para a Campanha Salarial 2012 prevendo paralisação no dia 10, caso não ocorram avanços significativos na próxima rodada de negociação, agendada para esta quinta (05).
A última proposta apresentada pela empresa previa 6% de reajuste sobre salários e benefícios. Como contraproposta, os sindicatos apresentaram, 6,2 % sobre salários e 8% sobre benefícios. A reunião terminou com o compromisso das partes de estudarem uma possibilidade de acordo para a próxima rodada.
Em dívida com os trabalhadores Na Elektro, o Sinergia CUT buscou em inúmeras reuniões solucionar uma série de problemas do atual ACT, como exemplo o procedimentos inadequados no fornecimento de marmitas para apenas um grupo de trabalhadores, hospedagem de três a quatro trabalhadores num mesmo quarto de hotel, implementação do software Zeus, nova tecnologia, que apresenta graves falhas que comprometem a segurança dos eletricistas, casos de assédio moral contra trabalhadores e até mesmo contra representante sindical, em especial pela coação para inibir a participação dos tralhadores nas assembleias promovidas pelo Sindicato, entre outros. Diante dos sérios problemas e conforme cláusula 39 do ACT vigente, o Sindicato estabeleceu o prazo de até 45 dias para a solução para os problemas. Do contrário, o Sindicato fará denúncia e entrará com ações na Justiça sobre esses temas.