Por 72 horas, trabalhadores cruzam os braços em protesto à resistência da direção do Sistema Eletrobras em avançar nas negociações do Acordo Coletivo de 2012
Para protestar contra as perdas salariais e lutar por melhorias, os trabalhadores de Furnas das localidades de Campinas, Estreito, Araraquara e Itapeva/Itaberá aderiram à paralisação de 72 horas iniciada nesta quarta (04) e que ocorre em todo o país.
A paralisação segue até a próxima sexta (06) com a demonstração de indignação da categoria com a péssima proposta apresentada pela direção da holding. Os trabalhadores de Furnas e de todo o Sistema Eletrobras reivindicam um acordo com aumento real e avanços nas demais cláusulas.
Vale lembrar que, durante a terceira rodada de negociação, ocorrida no dia 28 de junho, a direção da Eletrobras e o governo reafirmaram a estratégia de apresentar uma proposta rebaixada que coloca a categoria em um patamar inferior às demais. A resposta dos trabalhadores a tamanho desrespeito é a mobilização nacional. A próxima rodada está marcada para 11 de julho, em Brasília. Vale ressaltar, que esta será a última rodada e que, caso não haja avanço, a recomendação é a aprovação de paralisação por tempo indeterminado a partir do dia 16 de julho.
Os trabalhadores querem um acordo que garanta ganho real, melhorias no PCR, extensão do plano de saúde aos aposentados, entre outros itens.
A Eletrobras não apresenta proposta, mas faz intimidação A direção do Sistema Eletrobrás além de não apresentar uma proposta digna, capaz de atender as reivindicações da categoria, agora se propõe a intimidar os trabalhadores e sindicalistas. No último dia 02, em comunicado interno, a Holding alerta que “adotará todas as medidas legais com vistas a garantir o direito ao ingresso às dependências da Empresa a todos os empregados (as) e prestadores (as) de serviços que optarem por trabalhar nos referidos dias”. “Essa forma de conduta de ameaças nos remete até mesmo a ditadura militar quando as entidades sindicais eram censuradas. Alertamos que essa postura não contribuiu em nada com as negociações que ainda restam, e certamente não servirá para impedir a luta dos trabalhadores por um ACT digno e justo. A greve é um instrumento legítimo da classe trabalhadora. Vamos à luta!”, conclama o Coletivo Nacional dos Eletricitários, do qual o Sinergia CUT faz parte.