Décima rodada acaba com proposta rejeitada. Trabalhadores participam de assembleias para aprovar greve a partir do dia 10, em caso de não avanço em rodada que poderá ocorrer no início da próxima semana
Apesar de ter alardeado por todos os cantos que finalizaria as negociações na décima rodada, ocorrida na última terça (26), a CPFL não cumpriu sua palavra. Motivos: a mobilização dos trabalhadores e a estratégia deliberada em assembleias após a empresa ter unilateralmente feito a solicitação de dissídio de greve no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT).
Nessa décima rodada, depois horas de calorosos debates, interrupções e idas e vindas, a CPFL apresentou uma proposta e chegou a sinalizar que poderia ser a última. Mas, em virtude das reivindicações do Sinergia CUT e da rejeição, a empresa manteve a proposta com o compromisso de debruçar sobre ela visando encontrar alternativas para melhorá-la em uma próxima rodada de negociação que, segunda a própria holding, poderá ser agendada para o início da próxima semana.
Detalhe: estranhamente e, para a surpresa de quase todos, os sindicatos de São Paulo, São José do Rio Preto e Ribeirão Preto, não compareceram a essa mesa, argumentando compromissos inadiáveis. Pois então… para a direção do Sinergia CUT, “inadiável é o compromisso com os trabalhadores”.
A proposta da 10ª rodada
– 1 para cada 500 sócios. – 101 a 200 sócios – 3 dias – 201 a 300 sócios – 5 dias – 301 a 500 sócios – 7 dias
Mantém a situação atual de liberações até dezembro de 2012 e nesse período, negocia individualmente com cada sindicato.
Institui a regra de hora sindical: 30 min a cada 2 meses em todos os locais de trabalho e em 90 dias a empresa publicará uma regra sobre esta proposta.
Plano de luta O Sinergia CUT realiza entre esta quarta (27) e quinta (28) assembleias para aprovar a greve a partir do dia 10 de julho. Bom ressaltar que a empresa sinalizou a possibilidade de nova rodada ocorrer antes desta data. Caso isso se concretize, após a 11ª reunião de negociação serão realizadas novas assembleias para apreciar a proposta e, caso não haja avanços, rejeitar a mesma e deliberar sobre a greve.