CESP: intransigência e indefinição

CESP: intransigência e indefinição
29 março 13:10 2012 Débora Piloni

Empresa afirma que não pretende reintegrar os demitidos. Sinergia CUT recorre à justiça para tentar reverter a situação. Para outras pendências CESP adia a discussão

 As demissões na CESP nos últimos meses voltaram às discussões em reunião realizada nesta quarta (28) entre a direção da empresa e o Sinergia CUT.

Segundo o presidente da geradora, Mauro Arce, a empresa demitiu, entre julho de 2011 e março 2012, um total de 37 trabalhadores. “Não bastasse o desmanche do quadro de pessoal já ser um absurdo, esse número é superior ao previsto Acordo Coletivo de Trabalho, num claro descumprimento à Clausula 26 do ACT”, afirma Gentil Teixeira de Freitas, presidente do Stieec/Sinergia CUT.

Ratificando sua costumeira intransigência, Mauro Arce reiterou que não pretende reintegrar nenhum desses trabalhadores dispensados. Propôs apenas que, no caso especifico de  um trabalhador de Jupiá – que se encontrava a três meses de completar o período para aposentadoria pelo INSS e pela Fundação CESP – a empresa pagará por esse período. E só.

Diante da posição autoritária da CESP, o Sinergia CUT está preparando ação judicial pleiteando a imediata reintegração de todos os companheiros. 

Outras pendências 

Nesse mesmo dia, Sindicato e empresa discutiram outros assuntos:

  • Vale refeição não pago em caso de Acidente de Trabalho – a empresa se comprometeu a realizar a correção caso constate a irregularidade, já que é direito constante no ACT. 
  • Contrato de Limpeza e Conservação de Ilha Solteira –  o contrato com a empresa que faz a limpeza e conservação está vencido desde dezembro de 2011. A CESP informou que, no dia 10 de abril, ocorrerá o pregão para licitação da contratação de empresa para prestação desse serviço. 
  • Não pagamento de Mérito e PLR para os trabalhadores da Hidrovia Bariri e Nova Avanhandava:  Mauro Arce não renovou a cessão dos trabalhadores que prestam serviço para a Secretaria dos Transportes, e não há definição se ficarão definitivamente para o Transporte ou se voltam para a CESP. O Sindicato entende que esses trabalhadores não podem ser prejudicados diante da indefinição da empresa. Se necessário, entrará com ação judicial para preservar os direitos desses companheiros. 
  • PEA – o Sindicato reiterou sua solicitação para que a empresa retorne com esse incentivo até dezembro de 2012, ou faça um novo PEA, inclusive incluindo AMH para aposentados, a fim de que eles decidam se querem ou não aderir.
  •  Correção do valor da transferência: há muito tempo esse valor está em dois salários, limitado a R$ 5.000. O Sindicato vem solicitando que a empresa corrija esse valor, pelos índices salariais desde a ultima atualização ate a presente. A CESP afirmou que só aceita discutir esse assunto quando das negociações do Acordo Coletivo.
  •  Transferência do Centro de Treinamento da Usina de Três Irmãos para Ilha Solteira: em abril/11, informamos que o Mauro Arce havia suspenso o prazo de 30 dias que tinha sido estipulado para que isso ocorresse e pediu um parecer para a Área Técnica da empresa. Até o momento, não existe uma definição sobre o assunto.

 O Sinergia colocou na mesa algumas outras pendências para encaminhamento das soluções: transferência de trabalhador, horas extras e despesa de viagem. Para esses assuntos, a direção da CESP se comprometeu a dar um retorno ainda nesta semana. Aguarde.

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