Presidente da CUT Nacional, Artur Henrique conduziu parte da assembleia realizada nesta segunda (26)
No horário do almoço, cerca de 120 trabalhadores da Elektro acompanharam atentamente a assembleia sobre o lançamento do plebiscito que a CUT promove até 30 abril para coletar a opinião dos trabalhadores sobre o Imposto Sindical. Além do plebiscito, a assembleia tratou das informações da PLR 2011 e outros assuntos negociados entre Sindicato e empresa.
Dirigentes do Sinergia CUT e o presidente da CUT Nacional Artur Henrique conduziram a primeira assembleia de lançamento nacional do plebiscito. Antes mesmo da assembleia, parte dos trabalhadores que se dirigia ao restaurante parou para deixar o voto na urna coletora recém-instalada na entrada do refeitório. Materiais explicativos da campanha pela Liberdade e Autonomia Sindical foram distribuídos.
O presidente da CUT, o eletricitário Artur Henrique explicou aos trabalhadores o motivo desta campanha. “São os trabalhadores que devem decidir a melhor forma de se organizar e sua forma de sustentação financeira. Para ter sindicato forte, combativo e representativo é fundamental acabar com o imposto e unicidade sindical e defender a liberdade e autonomia sindical”, destacou Artur Henrique.
Segundo o presidente da CUT Nacional, são criados no Brasil três novos sindicatos por dia, o que só serve para dividir, enfraquecer a luta dos que já existem e ficar com a contribuição compulsória. Vale destacar que o plebiscito está sendo realizado não só entre os trabalhadores de sindicatos filiados a CUT, mas também de outras centrais.
O presidente do Sindicato dos Eletricitários de Campinas/Sinergia CUT, Gentil Teixeira de Freitas, relembrou a história de luta do Sindicato, sempre à frente em relação à luta pelo fim Imposto Sindical, sendo o primeiro sindicato cutista a abolir a cobrança deste imposto. “O próprio nome já diz: imposto. Somos contra esta imposição. Acreditamos que o Sindicato tem que ter sócio. Quanto mais sócios, mais representativo é o Sindicato. São essas pessoas que decidem a forma de sustentação financeira”, defende Gentil.
Junto com a CUT, o Sinergia CUT defende a substituição dessa cobrança pela contribuição negocial, definida democraticamente em assembleia pelas categorias.
Para o trabalhador Luis Alberto José, que está há 24 anos na Elektro, a assembleia foi muito boa. “Foi ótimo para trazer a participação das pessoas. A presença do Sindicato e abertura da empresa contribuem muito para a formação de opinião”. Ao ser questionado sobre seu voto, respondeu com uma larga gargalhada: “Esse imposto é o calo da gente! Já pago muito imposto. Já votei contra o imposto sindical”.
Luta antiga De 1989 a 1991, o Sindicato já devolveu os 60% do Imposto Sindical aos sindicalizados. E, durante 16 anos (de 1992 a 2007), os eletricitários ficaram livres dessa cobrança garantidos por liminares conquistadas pelo Sindicato. Porém, em 2008, a 10ª Vara do Trabalho de Campinas negou a liminar e suspendeu, pela primeira vez, a conquista pioneira. Com isso, naquele ano o Sinergia CUT voltou a devolver os 60% do Imposto a todos os trabalhadores sindicalizados.
Em 2012, no mesmo ano em que a CUT tem levado até as bases a sua luta por liberdade e autonomia sindical, o Sinergia CUT reconquista na Justiça a liminar que impede o desconto do imposto sindical. A ação foi ajuizada no dia 08 de março na Vara do Trabalho de Campinas e o despacho favorável do juiz foi divulgado no último dia 20.
A luta continua Além do plebiscito, a CUT pretende coletar assinaturas para um projeto de lei que ratifique, no Brasil, a Convenção 87 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), sobre liberdade sindical. A coleta começa logo após o plebiscito, nas comemorações do 1º de Maio. Essa campanha vai até 2013, quando a central completará 30 anos.