Presidente da CESP quebra cláusula 26ª do Acordo Coletivo de Trabalho e demite indevidamente 11 trabalhadores. Mobilizações serão implementadas caso não haja reintegrações
Na semana passada, a CESP demitiu mais 11 trabalhadores dando sequência a um verdadeiro processo de desmanche no quadro de pessoal. O Sinergia CUT esteve na base no dia 21, quando estava marcada uma mobilização de meio período. Em clara demonstração de transigência e flexibilidade, os trabalhadores decidiram aguardar um retorno do presidente da CESP Mauro Arce, transformando o que seria um ato de protesto em assembleia.
A reunião com Mauro Arce ocorreu na quinta (22). Na ocasião, o Sinergia CUT repudiou as demissões, solicitando a reintegração dos 11 companheiros. O presidente da CESP comprometeu-se a analisar caso a caso e retornar ao Sindicato até quarta-feira, dia 28.
Para o presidente do STIEEC/Sinergia CUT, Gentil Teixeira de Freitas, as demissões realizadas além de quebrarem a cláusula 26a do ACT, vieram em um momento inadequado.
“Essas demissões prejudicam não só os trabalhadores diretamente afetados, mas a categoria toda, uma vez que teremos em junho a abertura do processo de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho. Esse tipo de conduta dificulta em muito o processo de negociação”, explica o presidente.
Na avaliação do Sinergia CUT, a extinção do Programa Especial de Aposentadoria (PEA), ocorrida após a eleição de Geraldo Alckmin e entrada Mauro Arce na CESP em 2010, evitaria demissões como essas.
Por isso, o Sindicato também pautou a necessidade de recuperar esse incentivo e de oferecer atendimento hospitalar a quem vier a aposentar-se por este programa. O presidente da CESP ficou de dar uma resposta a essa reivindicação também no dia 28.
Luta pelas reintegrações Segundo a direção do Sinergia CUT, desde julho do ano passado até agora, foram 45 demissões promovidas pela CESP, muito acima do que prevê o Acordo Coletivo de Trabalho. Por isso, o Sindicato irá entrar com uma ação coletiva para garantir a reintegração de todos os trabalhadores demitidos desde então, além de ações individuais.
Quanto ao plano de luta que prevê mobilizações de meio período, o Sinergia CUT realizará assembleia com os trabalhadores após o posicionamento do presidente da CESP em relação às 11 demissões e retomada do PEA. Caso Mauro Arce não atenda às reivindicações, as mobilizações serão implementadas.
Porque, promover demissões sistematicamente é uma forma de precarizar as condições de trabalho na empresa. Esta estratégia da CESP está ligada às inúmeras tentativas do governo tucano de privatizar a empresa. Mas os trabalhadores estão atentos e mobilizados contra essa prática.