O Sinergia CUT participou no último dia 14 de fevereiro da Audiência Pública realizada na Câmara Municipal de Santos que tratou sobre a proposta da CPFL de transferência do Centro de Operações da CPFL Piratininga.
Durante a audiência, foi colocada a importância de manter o Centro de Operações na região com o objetivo de oferecer à população o atendimento necessário e com qualidade.
A direção do Sinergia CUT garante que “não medirá esforços para impedir que a CPFL Energia implante mais esse processo de reestruturação que, ao invés de trazer qualidade de vida e eficiência nos serviços prestados, coloca os trabalhadores e população na berlinda, visto os acidentes e apagões já frequentes em algumas regiões”. Vale lembrar que… … os rumores de fechamento do CO da Baixada Santista tornaram-se concretos quando os operadores de Campinas foram chamados para uma reunião na qual foi apresentada a uniformização da escala no CO com 8h30 trabalhadas (acréscimo de 30 minutos na jornada para alimentação).
Segundo depoimento de operadores ao Sindicato a alteração é péssima para as condições de trabalho já precárias.
A CPFL havia apresentado ao Sinergia CUT a proposta de alteração de escala de eletricistas que seria de 6x10x3. Proposta rejeitada, uma vez que os operadores teriam que fazer a escala 6x9x3, com uma hora para refeição dentro da jornada. O fechamento do CO na Baixada Santista faria parte de um processo de reestruturação e centralização das atividades em Campinas.
“Aumentar as horas só nos prejudica porque aumenta a carga de um trabalho delicado e já estressante por conta do enxugamento das equipes. Essa situação gera risco para a segurança das equipes. Além disso, impede a nossa progressão social. Como é possível dedicar-se aos estudos com uma escala dessas?”, observou um dos trabalhadores.
Providências
O Sinergia CUT enviou carta à empresa solicitando reunião para discutir a escala do CO, na qual defenderá a reivindicação dos trabalhadores para que seja uniformizada a escala de 6x6x2, mantendo os COs regionais, sem reduzir postos de trabalho.
E mais: o Sindicato também encaminhou carta à ARSESP (Agência Reguladora de Saneamento do Estado de São Paulo) e para a ANEEL com denúncia referente ao compartilhamento de trabalhadores e equipamentos de empresas do mesmo grupo.