Empresa descumpre ACT ao alterar os critérios para conceder a folga, sem discutir com o Sinergia CUT. Trabalhadores foram informados de última hora, às vésperas do Carnaval
“O esquema de feriados e finais de ano será definindo conjuntamente entre empresa e Sindicato signatário do presente”. O texto é claro e está presente no segundo parágrafo da Cláusula 50 do ACT vigente na Elektro até 2015.
De maneira obscura, no último dia 20, a empresa descumpriu esta cláusula alterando os critérios para folga dos operadores do Call Center, sem discutir previamente com o Sinergia CUT.
Às vésperas do feriado, os trabalhadores foram pegos de surpresa, ao receberem a informação de que a empresa passaria a considerar até mesmo faltas com atestado médico, como critério para não conceder folga aos operadores.
Assim, a empresa liberou para folga do feriado de Carnaval 25 operadores, que nem ao menos tiveram seus nomes divulgados no AOL. Comunicaram apenas verbalmente no horário de trabalho e ligaram para quem já havia cumprido jornada.
Os dirigentes do Sinergia CUT, Rosana Gazzolla Fávaro e Mário Neto, com a intenção de esclarecer o ocorrido, tentaram contato com a Coordenadora do Call Center, mas numa total falta de respeito aos dirigentes sindicais, declarou em alto e bom som: “Não converso com o Sindicato. Só cumpro ordens”.
O Sinergia CUT sempre prioriza a negociação para solucionar os diversos problemas que surgem no ambiente de trabalho. “Não haveria nenhum problema negociarmos mudanças dos critérios, desde que eles fossem decentes. Não concordamos com a inclusão das faltas com atestado médico. Se há um ACT vigente, espera-se que a empresa respeite as cláusulas e busque negociar propostas de mudanças com o Sindicato. Ao mudar os critérios para conceder folgas, a Elektro desrespeitou todos trabalhadores.”, afirma a direção do Sinergia CUT.
Até então o sistema para folgas em feriados seguia o critério de prontuários mais antigos, contemplando ao longo do tempo todos os trabalhadores. Vale lembrar que este critério foi negociado entre Sindicato e direção da empresa há cerca de dois anos.
Diante da arbitrária mudança na escala, o Sindicato enviará carta à empresa solicitando o cumprimento da Cláusula 50. Caso a Elektro não atenda a reivindicação do Sindicato, o próximo passo será apresentar denúncia ao Ministério Público do Trabalho.