Sindicato cobra solução para diversos problemas na CESP

Sindicato cobra solução para diversos problemas na CESP
08 fevereiro 17:14 2012 Cecília Gomes

Férias, horas extras, PPP, transferências e transporte são alguns dos temas abordados em reunião com a gerência de Recursos Humanos

Na última terça (07), o Sinergia CUT esteve reunido com a gerente do Departamento de Recursos Humanos da Cesp, Dubravka Sidonija Suto, para encaminhar soluções a diversos problemas detectados pelo Sindicato. Entre eles, a arbitrária alteração das férias já programadas pelos trabalhadores da CESP. Havia um acordo entre trabalhadores e empresa para organizar as férias nos períodos mais concorridos (dezembro, janeiro, fevereiro e julho), estabelecendo que apenas 15% dos trabalhadores de cada área agendariam férias para estes meses. 

Em janeiro os trabalhadores, que já tinham agendado férias,  foram surpreendidos com a mudança desta regra imposta pelo presidente da CESP Mauro Arce. Sem prévia comunicação, o presidente restringiu para 10% o percentual de trabalhadores que sairiam de férias.  O Sinergia CUT solicitou à gerência de Recursos Humanos que essa alteração não seja implantada agora, garantido férias a todos que já tinham marcado férias antes dessa resolução. “É uma total falta de respeito com os trabalhadores que se programaram para o lazer e descanso. Se o presidente da CESP pretende mudar a regra pré-estabelecida, que seja feita  essa alteração para o próximo ano, ou uma transição.”, afirma Gentil Teixeira de Freitas, presidente do Sindicato dos Eletricitários de Campinas/Sinergia CUT.

Correção de valor pago a trabalhadores transferidos
O Sindicato solicitou à gerência de RH da CESP a correção do valor pago aos trabalhadores que são transferidos por iniciativa da empresa. A cláusula 15ª do ACT estabelece o valor limitado a R$ 5.000, mas este valor não foi corrigido desde que esta cláusula foi introduzida no ACT.

Em outubro do ano passado, os trabalhadores da Engenharia que trabalhavam em Porto Primavera foram transferidos para a diretoria de Geração, em Presidente Epitácio.  A proposta do Sindicato é de que a CESP aplique para esses trabalhadores e para outros que venham ser transferidos futuramente,  os reajustes de reposição salarial deste período no valor pago pela transferência.

A gerência de Recursos Humanos alegou que neste caso não se tratou de uma transferência de interesse da empresa, mas de uma área que foi extinta. Contesta este argumento, o Sindicato cobrou o pagamento dos valores corrigidos.

Um dos trabalhadores da Engenharia, Antônio Henrique Sobrinho, quando soube da desativação, procurou o gerente da Usina de Porto Primavera para ingressar no quadro de trabalhadores e permanecer na cidade. O gerente aceitou e entregou por escrito um documento atestando o interesse em contar com o trabalhador na Usina. O pedido de permanência deste trabalhador foi ignorado pelo chefe, acarretando na transferência de Sobrinho para Presidente Epitácio, contra sua vontade. O Sinergia CUT quer que a empresa reveja este caso, reconduzindo o trabalhador para a Usina em Porto Primavera.

Horas Extras
Ao executar as tarefas aos domingos e feriados, o trabalhador recebe o valor majorado da hora extra em 100%. No entanto, em ocasiões em que estas horas precisam ser compensadas, a empresa faz uma hora trabalhada por uma hora e meia compensada. Segundo a gerência de RH da CESP, essa questão só poderia ser tratada no próximo ACT. O Sinergia CUT reivindica e quer um retorno do presidente Mauro Arce para que as compensações sejam desde já aplicadas corretamente, em 100%. Ou seja, para cada uma hora de trabalho aos domingos e feriados, duas horas de compensação.

Equívoco no PPP
O Sindicato detectou que existem pelo menos cinco trabalhadores que tiveram aferição de PPP (Perfil Profissiográfico Profissional) com problemas em um mesmo período, o que denota  alguma falha de aferição ou problema. O Sinergia CUT pediu para que a CESP verificasse o que ocorreu no referido período e, caso necessário, uma reunião com o engenheiro de Saúde e Segurança da empresa para apurar o resultado do PPP desses cinco trabalhadores.

Transporte para troca de turno em Jupiá
O Sinergia CUT também cobrou esclarecimentos de uma mudança anunciada agora para meados de fevereiro no transporte dos trabalhadores que realizam troca de turno em Jupiá. Até então, uma van pegava cada um dos trabalhadores em suas casas para levá-los ao trabalho. Sem nenhum explicação, a CESP comunicou que passará a pegar os trabalhadores em alguns pontos  pré-estabelecidos. Existem casos em que o ponto dista 2 km da residência, expondo a saúde e segurança do trabalhador que terá de caminhar a noite, ou mesmo sob chuva. O Sindicato quer impedir essa mudança, até o presente momento, sem justificativa por parte da empresa.

Chega de castigo!
Mais uma vez, o Sindicato denunciou a perseguição imposta aos trabalhadores do Centro de Treinamento transferidos para o Almoxarifado que, por conta de um processo de ‘hora in itinere’ contra a CESP, acaba passando boa parte da jornada no ônibus a caminho do serviço. Para Gentil Teixeira de Freitas o presidente da CESP abusa do dinheiro público, quando poderia resolver a situação permitindo que o pessoal do Treinamento utilizasse o ônibus da empresa que sai de Ilha Solteira diretamente para o local de trabalho. Atualmente esses companheiros têm que percorrer 7 km a mais até a Usina de Ilha Solteira para então pegarem uma van até o seu local de trabalho. Segundo Freitas os treinamentos lá realizados acabam sendo prejudicados porque tem que ser agendados para mais tarde por conta desse atraso, decorrente do deslocamento desnecessariamente maior.

O Sinergia CUT aguarda retorno da gerência de recursos humanos  sobre todos esses pontos. Caso as solicitações não sejam atendidas, o Sindicato agendará reunião diretamente com o presidente da CESP e encaminhará juridicamente os problemas sem solução negociada com a empresa.

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