Call Center CPFL: proposta de acordo é rejeitada

Call Center CPFL: proposta de acordo é rejeitada
01 fevereiro 12:00 2012 Débora Piloni e Cecília Gomes

Assembleia aconteceu na noite de terça (31) na sede do Sindicato, em Campinas

Depois de três horas de intenso debate, trabalhadores da CPFL, que foram arbitrariamente demitidos em novembro de 2010 por ocasião do fechamento do Call Center em Campinas, rejeitaram a proposta de acordo apresentada pela empresa. A assembleia, que começou às 18h e só foi encerrada às 21h, aconteceu na sede do Sindicato, em Campinas, na última terça (31) e contou com a participação de 102 dos 112 trabalhadores envolvidos.

Vale lembrar que, na segunda-feira da semana passada (23), Sindicato e empresa participaram de uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 15a Região de Campinas, referente ao processo do fechamento do Call Center que tramita na Justiça. Esta audiência contou com a participação do Ministério Público do Trabalho.

Na ocasião, o juiz, mesmo estando em férias, conduziu a audiência e sugeriu que o Sinergia CUT e a CPFL se reunissem na busca de uma solução negociada, antes da audiência de Conciliação, marcada para esta quarta (01) às 15h.

Diante disso, Sindicato e empresa realizaram, no final da tarde desta segunda (30), uma reunião na qual foram discutidas alternativas para os trabalhadores que foram desligados do Call Center e que não assinaram a rescisão.

A proposta

  • Reabertura do Call Center em Campinas, com 30 postos de trabalho. Para tanto, seria realizado um Recrutamento Interno (RI) entre os 72 trabalhadores que estão à disposição da empresa.
  • 38 vagas para os escritórios de atendimento que estão sendo reabertos em toda a área de concessão da CPFL. Estas vagas serão oferecidas aos 42 remanescentes que estão à disposição da empresa. Havendo interesse de mais de um trabalhador por uma das vagas, será feito um processo seletivo entre eles (RI).
  • Efetivação no quadro próprio de outros 44 trabalhadores que hoje estão terceirizados. Para os 40 trabalhadores do Call Center que permaneceram na empresa, porém  em uma situação indefinida, a CPFL terá 30 dias para definir cargos e atribuições, corrigindo essa situação.
  • Todos os trabalhadores terão o cargo de Assistente Comercial, tendo os seus salários atualizados para a faixa inicial deste cargo.

 

Por que a proposta foi rejeitada?
Depois da exposição feita pelo Sinergia CUT, os trabalhadores concluíram que a proposta não contempla todos os envolvidos e ainda discrimina e prejudica a muitos. Confira outros pontos levantados:

  •  A CPFL não cumpriu a decisão da Justiça de reabertura do Call Center em Campinas
  • O nº de postos de trabalho (30) para a possível reabertura do Call Center está abaixo do que determina o processo e que é a reivindicação dos trabalhadores (250)
  • A forma desrespeitosa que a CPFL vem tratando os 40 trabalhadores do Call Center que estão em outras atividades na empresa
  • A insegurança gerada pela intransigência da CPFL por não ter reguralizado, até o momento, a situação destes 40 trabalhadores

 

O que pode acontecer a partir de agora?
Na audiência de Conciliação marcada para às 15h desta quarta (01), o Sinergia CUT solicitará ao juiz a inclusão no processo da lista de presença da assembleia com o resultado que reflete a decisão dos trabalhadores em não fazer esse acordo. E, diante desse quadro, o processo deverá seguir o seu trâmite normal indo para julgamento ainda sem data definida.

Portanto, resta aguardar a decisão judicial para posterior comunicado e informação aos trabalhadores e providências cabíveis.


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