A obra inaugura o selo Barão de Itararé e proporciona o debate e a reflexão sobre os descaminhos da manipulação encampada pelos conglomerados de comunicação no Brasil
O assessor da Secretaria Nacional de Comunicação da CUT, Leonardo Severo, lança o livro Latifúndio midiota: Crime$, Crise$ e Trapaça$, (Editora Papiro, R$ 20), no dia 07 de fevereiro terça-feira, das 18h30 às 21h30 na Livraria Martins Fontes, avenida Paulista, 509, próximo à estação Brigadeiro do metrô.
A obra, que inaugura o selo Barão de Itararé, proporciona o debate e a reflexão sobre os descaminhos da manipulação encampada pelos conglomerados de comunicação no Brasil (emissoras de rádio e televisão, jornais, revistas e portais de internet), que continuam imprimindo no inconsciente coletivo uma visão deformada do que somos, na tentativa de renegar o que sonhamos, para nos conduzir aonde não devemos.
O livro estimula o leitor a pensar com a própria cabeça e a caminhar com as próprias pernas. “Neste livro procurei selecionar assuntos e pautas que foram solenemente ignorados ou mascarados pela ‘grande’ mídia, convicto de que sua divulgação contribuirá, ainda que modestamente, para, através da denúncia, proporcionar o debate e a reflexão sobre as razões do seu silêncio”, assinala o autor.
Com 130 páginas, o livro traz 20 artigos e reportagens de Leonardo Wexell Severo publicados no Portal do Mundo do Trabalho, nos jornais Hora do Povo e Brasil de Fato, na Revista do Brasil e no site Vermelho sobre assuntos e pautas que foram ignorados ou mascarados pela “grande mídia”, estimulando o debate sobre a importância da democratização da comunicação e a necessidade de um novo marco regulatório para o setor.
Entre outros apontamentos, o encontro do autor com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Yasser Arafat, em Gaza; e a denúncia contra o criminoso apartheid de Israel, incluindo o disparo de balas de aço revestidas com borracha nos olhos das crianças árabes; os desmandos da multinacional Cargill contra os trabalhadores e o meio ambiente e os esforços dos movimentos sociais para “democratizar a palavra”.
Em sua apresentação, a secretária nacional de Comunicação da CUT e coordenadora geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Rosane Bertotti destaca a relevância da obra para quem vê “a comunicação como um direito, que necessita ser assegurado com a adoção de políticas públicas”. “Que a indignação presente em cada uma das linhas deste livro acenda os sinais de alerta para o veneno a que somos submetidos diariamente, e nos desintoxique, fortalecendo o compromisso com a democratização da comunicação, com a luta e a vitória do Brasil e da Humanidade”, acrescentou. Com o acúmulo de ter feito a cobertura dos Fóruns Sociais Mundiais e Regionais (Caracas, Nairóbi, Recife, Belém, Assunção e Dakar), Leonardo denuncia a campanha desinformativa contra a integração latino-americana e a aliança entre bancos, multinacionais e mídia contra a soberania de países e povos, e sublinha a importância da imprensa alternativa e da conformação de veículos próprios das entidades sindicais e movimentos sociais para o estabelecimento de uma rede para a “disputa de hegemonia”.
De acordo com o presidente do Centro Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Altamiro Borges, “o novo livro de Leonardo é uma arma afiada nas mãos dos lutadores do povo que não se deixam manipular e deformar pelos monopólios midiáticos. É uma honra e alegria participar da publicação deste livro – inaugurando o nosso selo”.
Para o diretor de redação do jornal Hora do Povo, Carlos Lopes, “o livro ajudará o leitor a perceber a luta política e ideológica em torno da comunicação”. “Não consigo conceber maior utilidade para um livro nos tempos em que vivemos”, sublinhou. O AUTOR Leonardo Wexell Severo integra o coletivo de comunicação da Coordenadora das Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS), assessora a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) e é membro fundador do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé. Formado em Radialismo e Televisão pela Universidade Federal de Santa Maria-RS, cursou Política e Economia na Escola Júlio Antonio Mella, em Havana-Cuba, sendo pós-graduado em Política Internacional pela Faculdade de Sociologia e Política de São Paulo. Foi membro da executiva da União Nacional dos Estudantes (UNE) na gestão que comandou as mobilizações pelo impeachment de Fernando Collor. Integrou brigadas internacionais para a colheita do café na Nicarágua Sandinista e de solidariedade à Cuba Socialista. Representou o Brasil na delegação em apoio ao povo palestino, durante a segunda intifada, quando entrevistou o presidente Yasser Arafat, em Gaza, tendo contribuído com artigo no livro “O Apartheid de Israel”, de Nathaniel Braia. Nos últimos anos acompanhou a delegação cutista na cobertura dos Fóruns Sociais Mundiais e Regionais (Caracas, Nairóbi, Recife, Belém, Assunção e Dakar) e, em 2008, na fundação da Confederação Sindical dos Trabalhadores das Américas (Panamá). É autor do livro “Bolívia nas ruas e urnas contra o imperialismo” (Editora Limiar, 2008) e editor, em parceria com Valdo Albuquerque, do livro “A Regulamentação do Artigo 192: Desenvolvimento e Cidadania” (Editora Papiro, 2010), publicado conjuntamente pelo Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central) e pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
O “Jornal dos Trabalhadores”, uma produção do Sinergia CUT realizou uma entrevista com o autor da obra. Confira a edição do programa e a respectiva entrevista aqui.