O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) decidiu, no final do ano passado, a deflagrar uma campanha extraordinária pelo Ganho Real, após constatar o descaso da direção do Sistema Eletrobras em relação ao pleito da categoria, reapresentada na reunião do dia 15 de dezembro.
Na próxima segunda (09) e terça (10), o Sinergia CUT realizará assembleias informativas a respeito deste posicionamento do CNE, que posteriormente prevê a realização de assembléias para aprovar um calendário de mobilização para 2012. Além disso, ficou acertado que o CNE tentará a realização de audiências com os ministérios de Minas e Energia e o de Planejamento para buscar uma saída política sobre o ganho real. Outro ponto destacado é a questão da isonomia entre trabalhadores da Eletrobras e demais empresas estatais. O CNE também pretende apresentar uma carta aberta à presidenta Dilma Roussef, alertando sobre essa situação e também sobre a campanha extraordinária.
Para o CNE é dever da direção da Holding se mexer, mostrar a importância do Sistema para o futuro do país. “Somos nós que estamos à frente de empreendimentos como Belo Monte, Madeira, Santo Antônio, e que vão garantir as bases do crescimento em todas as regiões. Portanto, é fundamental sermos tratados de forma isonômica a todas as outras categorias, garantindo os mesmos direitos. Não podemos aceitar essa discriminação, que se fez sentir ainda mais forte neste último ACT, quando vieram com o discurso que deveríamos contribuir para o equilíbrio da contas públicas, por causa da crise e etc.”, afirma o CNE.
PLR, Portaria Interministerial, Pessoas com Necessidades Especiais, Conselho de Administração e Plano de Saúde para os Aposentados O CNE cobrou uma posição da direção da Eletrobras sobre a forma de pagamento da PLR, assunto que há anos vem sendo empurrado com a barriga. A reivindicação é a de uma melhor forma de distribuição de pagamento. Com relação à Portaria Interministerial 32 de 08/03/2001, o CNE pleiteia que a Eletrobras tenha o mesmo enquadramento da Petrobras, fato que possibilitaria uma maior autonomia financeira e de gestão para Holding, livrando-a das diversas amarras impostas pelo DEST. Essa reivindicação é uma das grandes bandeiras de luta da categoria. Como sempre a direção da Holding afirmou que essa é uma questão que foge ao seu alcance. “Por isso, vamos continuar buscando uma interlocução com o Governo para tentar esse avanço.”, informa o CNE. Com relação à cláusula que trata das pessoas com necessidades especiais, foi solicitada a retirada do primeiro parágrafo, que restringe o benefício. Para o conselho de administração, ficou acertada a realização de alguns ajustes que tornem mais democrática a participação dos trabalhadores. Finalizando a pauta, foi discutido o plano de saúde para os aposentados – uma reivindicação histórica do CNE. Segundo os representantes da Holding “está em andamento seu estudo”, mas sem definição de data. Ou seja, a mesma enrolação de sempre.