Mobilização da categoria e capacidade de negociação garantem avanços na mesa, com reajuste acima do ICV Dieese
Uma luta árdua na mesa, mas que valeu a pena. Após sete rodadas de negociação, o Sinergia CUT, através da organização e mobilização dos trabalhadores, conseguiu fazer com que a CPFL alterasse a sua proposta inicial de conceder reajuste abaixo do índice do Dieese.
Resultado: a proposta final negociada com a empresa, cujo texto final está sob avaliação da direção do Sindicato para depois ser deliberada pelos trabalhadores, prevê reajuste salarial de 7,8% (sendo 7,21% de ICV Dieese e 0,55% de aumento real), reajuste no VA de 11% e no VR de 8%, entre outros itens.
Mas para se chegar a essa proposta final, foi necessário muito debate na mesa. Isso porque, a CPFL chegou para a sétima rodada com uma proposta que não contemplava as reivindicações da categoria. Confira:
Proposta I
O Sinergia CUT rejeitou essa proposta e solicitou que a empresa apresentasse uma outra com avanços, caso contrário, seria encaminhada para a rejeição na base. Ciente de que os trabalhadores estão mobilizados e prontos para dar continuidade ao plano de lutas, a empresa solicitou um intervalo para compor uma nova proposta.
E assim foi. De volta à mesa, os negociadores da CPFL apresentaram o que chamaram de “proposta final”:
Proposta final
Esses valores serão corrigidos, doravante, pelos índices de reajustes ao Acordo Coletivo de Trabalho.
Fique ligado nas assembleias O Sinergia CUT deverá aguardar a minuta final da empresa para posteriormente apresentar aos trabalhadores para deliberação. Enquanto isso, o Sindicato realizará assembleias informativas até que a empresa encaminhe o texto final do Acordo, que deverá refletir o que foi discutido na mesa de negociação e com a redação de cláusulas essenciais aos trabalhadores, como a de Política de Emprego.